quinta-feira, 9 de abril de 2015

Deixar de ter ou de existir.



Não se coloca dente de ouro em boca de quem necessita vendê-lo para sobreviver, pois o mesmo não terá tempo de usá-lo para mastigar.

Ian Gough diz que as “necessidades são dimensões que se não estiverem satisfeitas pode provocar sérios danos e sofrimento”

Segundo A. Maslow, ás necessidades fisiológicas (fome, sede, sono, abrigo,…) seguem-se as de segurança (do corpo, da família, da moralidade, da propriedade,…), estas, antes de todas aquelas que têm um papel central na realização e afirmação pessoal (necessidades sociais, de “status” e estima, de auto-realização).

As privações básicas primárias necessárias a garantia da subsistência do homem estabelecem o nosso equilíbrio interno e deve ser imediata e o preenchimento deste desejo conduz o indivíduo a retirar do meio exterior os recursos próprios para a conservação de sua vida.

A sensação de sua falta condiciona o desejo de satisfazê-la. Mas a razão de viver supera em muito outras necessidades que são secundárias. Então se renuncia outros bens para obter esta satisfação.

É inevitável, imprescindível, fundamental ter ou ser, mas se não existir não se tem e nem se é. Todos precisam de algo, pois sentimos necessidades de coisas indispensáveis para a vida, mas como conserva-las diante das privações dos bens necessários para manter-se quando há necessidade extrema e quando não se tem uma segurança definida de subsistência?